sábado, 13 de dezembro de 2008

Pois então vos digo,enquanto sobrevoava indas e vindas de cachoeira,caí sobre Caio Fernando Abreu.Ele,muito magro e quase feio,cabia dentro de um palitó iluminado.Os óculos.O quase nada de cabelo.Nada que estoasse com o que,no momento,se pendurava em mim.minhas calças largas,marca vulgar na etiqueta da camisa,chinelo e muito dedo.Mas foi o que soou.E estava tudo planejado..Há muito que movia tentações em torno dele,não tinha mais volta.O problema inicial é que há muito também se fazia a inércia literária;aqueles momentos em que você acha que não precisa ler mais nada,apenas administrar o engodo.Mas se fez.E já no começo,um exaspero.vontade de morrer um pouco entre aquelas linhas,mas aquilo,como o correr desatado dos segundos,me apontava como bode espiatório,como cobaia luzente daquelas frases.Apenas eu ali."umbiográfo,coração de gás neon."Abria-se um falsete ridículo no meio da rodoviária e eu tentando segurar tudo que vinha daquilo.Sem lembrar que era o início que ainda se abria..

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