domingo, 11 de janeiro de 2009
sábado, 20 de dezembro de 2008
sábado, 13 de dezembro de 2008
Pois então vos digo,enquanto sobrevoava indas e vindas de cachoeira,caí sobre Caio Fernando Abreu.Ele,muito magro e quase feio,cabia dentro de um palitó iluminado.Os óculos.O quase nada de cabelo.Nada que estoasse com o que,no momento,se pendurava em mim.minhas calças largas,marca vulgar na etiqueta da camisa,chinelo e muito dedo.Mas foi o que soou.E estava tudo planejado..Há muito que movia tentações em torno dele,não tinha mais volta.O problema inicial é que há muito também se fazia a inércia literária;aqueles momentos em que você acha que não precisa ler mais nada,apenas administrar o engodo.Mas se fez.E já no começo,um exaspero.vontade de morrer um pouco entre aquelas linhas,mas aquilo,como o correr desatado dos segundos,me apontava como bode espiatório,como cobaia luzente daquelas frases.Apenas eu ali."umbiográfo,coração de gás neon."Abria-se um falsete ridículo no meio da rodoviária e eu tentando segurar tudo que vinha daquilo.Sem lembrar que era o início que ainda se abria..
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

(...)
Que se antes de cada ato nosso nos puséssemos a prever todas as conseqüências dele, a pensar nelas a sério,
primeiro as imediatas..
depois as prováveis..
depois as possíveis...
depois as imagináveis..
não chegaríamos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito parar.
[ Saramago ]
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